O artigo “Comunicação política, pânico moral e a gramática trumpista” analisa como a comunicação política contemporânea, especialmente sob a liderança de Donald Trump, transforma medo, indignação e ressonâncias emocionais em uma “gramática” estratégica de poder. Os autores argumentam que, em vez de simplesmente administrar políticas públicas, a política se tornou um processo de gestão contínua de crises e produção de medo, sustentado por plataformas digitais e narrativas que exageram ameaças e inimigos. Conceitos como pânico moral (exagero e alarme em torno de um perigo percebido) ilustram como temas como imigração, imprensa e eleições são reconfigurados como perigos existenciais, mobilizando afetos e organizando percepções de ameaça e pertencimento. Essa lógica não só impulsiona discursos eleitorais, mas configura uma cultura política permanente de medo e antagonismo, onde a verdade factual perde importância em prol da circulação contínua de negatividade e perigo.
Fonte: LatinoAmérica21
Título do Artigo: Comunicação política, pânico moral e a gramática trumpista
Tipo de Mídia: Notícia / Análise Jornalística Online
Data de Publicação: 01/03/26
Autor(es): Denise Cogo / Rafael Alberico Chaves
